domingo, 26 de junho de 2011

"ARQUIVO SECRETO"

E abriram-se os livros, e os mortos foram julgados pelas coisa que estavam escritas nos livros,
segundo as suas obras. apocalipse 20:12




No estado em que eu me achava, meio acordado , meio dormindo, me vi dentro de uma sala com paredes cheia de gavetas para cartões, que iam do chão ao teto com títulos bem diferentes.


Descobri, que esta sala sem vida, era na realidade, o CATÁLOGO da MINHA VIDA tudo organizado por ações, momentos grandes e pequenos, em detalhes que minha mente não podia acompanhar.
curiosidade, espanto e horror surgia dentro de mim ao abrir cada gaveta algumas me traziam belas alegrias, saudades e memórias. Outras me traziam uma vergonha tão grande que olhei por detrás de mim para ver se havia alguém me espiando.
O arquivo intitulado"Amigos" estava ao lado do arquivo "amigos que trai". Iam do mero mundano a extrema loucura, livros que li, mentiras que contei, conselhos que dei, piadas que ri, coisa que gritei aos meus irmãos, coisa que fiz quando estava com raiva, palavras que proferi contra meus pais por traz deles.
  Alguns arquivos tinham mais cartões do que eu esperava, outros menos do que eu sonhava. Eu estava estupefato com o volume de coisas que fiz durante minha curta vida.
Como eu pude ter tido tempo para escrever esses milhões e milhões de cartões, e cada um deles escrito com meu próprio punho e constava a minha assinatura.


 Quando puxei o arquivo "Erros que cometi" resolvi fechá-lo muito envergonhado. Não somente pela qualidade depravada do seu conteúdo, pelas pessoas que magoei e pelo tempo perdido em minha vida que aquele arquivo representava.
 Abri  outro arquivo "Atitudes imorais" senti um calafrio, abri só um pouquinho tirei só um cartão. Fiquei arrepiado com o conteúdo. Senti-me muito mal em saber que estes momentos haviam sido gravados. Uma raiva animal tomou posse de mim.


 Então pensei. "Ninguém deve saber da existência desses cartões! tenho que destruir tudo!"
quando puxei a gaveta havia metros e metros de conteúdo e todos os cartões estavam grudados e o pior não consegui rasgá-los era duro como aço. Derrotado e cansado, retornei a gaveta de volta, encostei minha cabeça na parede, deixei um triste suspiro sair de mim. Foi então que vi um outro arquivo. 


Limpando as lágrimas eu li: "Pessoas com quem falei de Cristo" 5 centímetros de comprimento cabia na palma de minha mão, cai de joelhos e chorei mais e mais de vergonha...


 De repente eu o vi e pensei não ele não! todo mundo menos  Jesus! Olhei-o sem poder fazer nada, enquanto ele se aproximava das gavetas abrindo uma a uma lendo os seu conteúdos. Ele ia exatamente nos piores títulos.


 Ele andou até mim, me abraçou e chorou comigo, voltou para os arquivos abriu as gavetas e assinou todos os cartões com o seu nome....
Eu gritei "Não" tudo o que eu podia dizer era Não Não, seu nome não deveria estar nestes cartões.
 Mas ali estava, escrito num vermelho tão rico, tão escuro e tão vívido. O nome de Jesus cobriu o meu. Estava escrevendo com seu próprio sangue, olhou para mim e disse:


 "Eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões, e dos teus pecados não me lembro". Está consumado.


 Meu arquivo "Pessoas com quem falei de Cristo" está um pouquinho maior agora 







obs: desconheço o autor

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